Esta calculadora de chargeback mostra quanto as contestações de cartão tiram do seu caixa por mês e por ano, somando a venda devolvida, a tarifa por contestação, o custo do que você já entregou e o tempo da equipe. Ela também mede a sua distância dos programas de monitoramento das bandeiras: o da Mastercard enquadra a partir de 1,5% de chargeback e 100 contestações no mês. Numa operação de R$ 100.000 por mês no cartão, ticket de R$ 200 e 1% de chargeback, a perda estimada é de R$ 1.159,90 por mês, sem contar tarifa de contestação.
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O essencial em 60 segundos
- Chargeback é a contestação de uma compra no cartão feita pelo titular direto ao banco emissor; se o emissor aceita, o valor volta ao comprador e sai do saldo do vendedor.
- O custo real é maior que a venda devolvida: some o produto já entregue, a taxa da transação, a tarifa por contestação e o tempo gasto para responder.
- No cenário padrão (R$ 100.000 por mês no cartão, ticket de R$ 200, 1% de chargeback), são 5 contestações por mês e R$ 1.159,90 de perda, ou R$ 13.918,80 por ano.
- O programa da Mastercard (ECP) enquadra com as duas condições juntas: taxa de 1,5% ou mais e 100 chargebacks ou mais no mês; o nível alto (HECM) começa em 3% e 300 (fonte: Braintree/PayPal, consultado em 23/09/2026).
- O Visa VAMP, programa global da Visa desde junho de 2025, ainda não se aplica ao Brasil: a Visa informa que o programa para Brasil, Chile e Índia "será anunciado depois"; na América Latina, o limite do lojista é 1,5% com 1.500 ocorrências por mês.
- O "limite de 1%" citado em muitos blogs não é regra de bandeira em vigor: é referência de mercado; cada adquirente e gateway pode ter o próprio limite interno.
- A taxa de chargeback é calculada em transações, não em reais, e a Mastercard divide os chargebacks do mês pelas vendas do mês anterior.
Fontes: Visa, VAMP Fact Sheet 2025 e Braintree, Mastercard Excessive Chargeback Program, consultados em 23/09/2026.
A ferramenta
Com 1,00% de chargeback, você recebe cerca de 5,0 contestações por mês e perde R$ 1.159,90 (1,16% do faturamento no cartão), ou R$ 13.918,80 por ano.
Composição da perda
| Componente | Por mês |
|---|---|
| Venda devolvida | R$ 1.000,00 |
| Produto entregue | R$ 0,00 |
| Taxa da venda | R$ 34,90 |
| Tarifas (informe a tarifa da central de ajuda) | R$ 0,00 |
| Tempo da equipe | R$ 125,00 |
| Perda mensal | R$ 1.159,90 |
Distância dos programas das bandeiras
O enquadramento exige as duas condições juntas: razão e contagem mínima no mês.
Sua razão: 1,00% de 1,50% · Seus chargebacks: 5,0 de 100.
No seu volume, você só chegaria a 100 chargebacks com 20,00% de taxa. O risco mais próximo é o limite do seu gateway ou adquirente, não o programa da bandeira.
Sua razão: 1,00% de 3,00% · Seus chargebacks: 5,0 de 300.
No seu volume, você só chegaria a 300 chargebacks com 60,00% de taxa. O risco mais próximo é o limite do seu gateway ou adquirente, não o programa da bandeira.
O VAMP, programa global da Visa, ainda não se aplica ao Brasil (a Visa anunciará o programa brasileiro depois). Como referência, na América Latina o limite do lojista é 1,50% com 1.500 ocorrências de fraude e disputa por mês.
O limite de chargeback da sua conta HeroPay não entra nesta calculadora; as regras da conta estão na central de ajuda (ajuda.herospark.com).
Fontes, consultadas em 23/09/2026: Braintree/PayPal, Mastercard Excessive Chargeback Program e Visa, VAMP Fact Sheet 2025.
- Acima de 1%, vale revisar antifraude, descritor da fatura e política de reembolso antes que a taxa suba.
Metodologia: de onde vêm os limites e as tarifas
| Item | O que usamos | Fonte | Consultado em |
|---|---|---|---|
| Mastercard ECM | razão ≥ 1,50% e 100 a 299 chargebacks no mês | Braintree/PayPal: Excessive Chargeback Program | 23/09/2026 |
| Mastercard HECM | razão ≥ 3,00% e 300 ou mais chargebacks | idem | 23/09/2026 |
| Fórmula da razão Mastercard | chargebacks do mês ÷ transações do mês anterior | idem | 23/09/2026 |
| Visa VAMP | razão = (fraude TC40 + disputas TC15) ÷ transações liquidadas; lojista LAC ≥ 1,50% e ≥ 1.500 por mês; Brasil ainda sem programa anunciado | Visa: VAMP Fact Sheet 2025 | 23/09/2026 |
| Tarifa por chargeback, HeroPay | informada pelo usuário | central de ajuda | |
| Taxa da venda contestada, HeroPay | não é devolvida em chargeback ou estorno | /precos | 24/09/2026 |
| Tarifa por disputa, Stripe (referência) | R$ 55 por disputa recebida; R$ 55 por resposta manual, devolvidos se o vendedor vencer | stripe.com/br/pricing | 23/09/2026 |
| Taxa da venda HeroPay | 3,49% por transação aprovada no cartão | docs.heropay.tech/fees | setembro de 2026 |
Notas de método:
- A Mastercard publica o programa para adquirentes; a página que usamos é a de um adquirente (Braintree/PayPal) que reproduz as regras. As multas do programa, em dólar, são cobradas do adquirente, que pode repassá-las ao lojista. Por isso a calculadora mostra o enquadramento, não a multa.
- O VAMP soma fraude reportada e disputas. A calculadora usa só chargebacks; se você tem muitas notificações de fraude sem disputa, a sua razão VAMP seria maior.
- Os valores padrão de tempo (30 minutos) e custo da hora (R$ 50) são hipóteses editáveis, não média de mercado. Troque pelos seus.
- A calculadora não inclui o efeito em aprovação. Operações com chargeback alto costumam enfrentar regras de antifraude mais duras, o que derruba a aprovação de compradores legítimos; esse custo existe, mas não tem fórmula confiável.
Qual é o limite de chargeback das bandeiras?
Não existe um número único, e o mais citado deles está desatualizado. O que está em vigor em setembro de 2026:
| Programa | Enquadra quando | Aplica-se ao Brasil? |
|---|---|---|
| Mastercard ECM | razão ≥ 1,5% e 100 a 299 chargebacks no mês | Sim (programa global) |
| Mastercard HECM | razão ≥ 3% e ≥ 300 chargebacks no mês | Sim |
| Visa VAMP, lojista LAC | razão ≥ 1,5% e ≥ 1.500 ocorrências de fraude e disputa no mês | Brasil ainda fora: programa "será anunciado depois" |
| Limite do seu gateway ou adquirente | definido em contrato | Sim, e costuma ser o primeiro a pesar |
Fontes: Visa VAMP Fact Sheet 2025 e Braintree/PayPal (Mastercard ECP), consultados em 23/09/2026.
Três pontos que a maioria dos artigos erra:
- "O limite é 1%" é referência de mercado, não regra de bandeira. Muitos blogs brasileiros repetem 1%, e alguns citam o antigo programa de disputas da Visa, com 0,9%. Esse programa foi consolidado no VAMP em junho de 2025, segundo a própria Visa.
- As duas condições são cumulativas. Nos programas da Mastercard e da Visa, a razão e a contagem mínima precisam ser atingidas juntas. Um negócio com 500 transações por mês e 2% de chargeback tem 10 contestações: está acima da razão, mas longe da contagem.
- Para a maioria dos negócios pequenos e médios, o limite que importa é o do gateway ou do adquirente. Ele não depende de contagem mínima e se traduz em reserva, retenção ou suspensão. No HeroPay, chargeback alto reduz a elegibilidade para antecipar; as regras de risco da conta estão na central de ajuda.
Quanto um chargeback custa de verdade?
Muito mais que a venda. Numa contestação perdida de um curso de R$ 200 no cartão, com as hipóteses padrão da calculadora:
| Componente | Valor |
|---|---|
| Venda devolvida ao comprador | R$ 200,00 |
| Taxa da venda (3,49%) que não volta | R$ 6,98 |
| Tempo da equipe (30 min a R$ 50/h) | R$ 25,00 |
| Tarifa por chargeback | a da central de ajuda (no Stripe, referência: R$ 55,00) |
| Total sem tarifa | R$ 231,98 |
Em produto físico, some a mercadoria e o frete que não voltam: se o custo entregue é 40% do ticket, são mais R$ 80,00. E se a sua margem é de 30%, repor R$ 231,98 exige quase 4 vendas novas de R$ 200. É por isso que chargeback de 1% "parece pouco" e pesa tanto no resultado: a calculadora mostra a conta com os seus números.
Como reduzir a taxa de chargeback?
A maior parte dos chargebacks vem de três causas: fraude (cartão usado sem autorização), desacordo comercial (o cliente não reconheceu, não recebeu ou se arrependeu) e erro de processamento. Cada uma tem remédio diferente:
- Fraude: antifraude em toda transação de cartão. No HeroPay, o antifraude é incluso na taxa, sem cobrança por análise.
- Não reconhecimento: nome claro na fatura e e-mail de confirmação imediato. O comprador que não reconhece a cobrança liga para o banco antes de procurar você.
- Arrependimento e insatisfação: reembolso fácil custa menos que chargeback. Um estorno voluntário devolve a venda; um chargeback devolve a venda e soma tarifa, tempo e risco. O estorno é feito pela API ou pelo painel.
- Reação rápida: o HeroPay avisa cada disputa por webhook e por gatilho de evento no checkout, para você juntar evidência (comprovante de entrega, log de acesso, conversa) dentro do prazo.
- Método de pagamento: Pix não tem chargeback. Para produto de alto risco de contestação, um preço especial à vista no Pix desloca parte das vendas para um método sem disputa de cartão.
O passo a passo completo, com prazos e o que anexar na defesa, está no guia de chargeback.
Guias e ferramentas relacionados
- Guia de chargeback: o que é, prazos, como contestar e como prevenir.
- Antifraude: o que o HeroPay analisa em cada transação.
- Webhooks: receba o aviso de chargeback no seu sistema, com assinatura HMAC.
- Calculadora de taxas e simulador de antecipação.
- Preços · Glossário: chargeback, MDR, estorno.
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Perguntas frequentes sobre chargeback
Como calcular a taxa de chargeback?
Divida o número de chargebacks recebidos pelo número de transações no cartão e multiplique por 100. A conta é em quantidade de transações, não em reais. A Mastercard usa os chargebacks do mês divididos pelas vendas do mês anterior, porque a contestação chega depois da compra. Com 5 chargebacks num mês e 500 vendas no mês anterior, a taxa é 1%. A calculadora faz essa conta e já mostra onde você está em relação aos limites dos programas das bandeiras.
Qual é a taxa de chargeback aceitável?
Não há um número oficial único. Nos programas das bandeiras em vigor em setembro de 2026, o enquadramento começa em 1,5% de razão, somado a uma contagem mínima: 100 chargebacks no mês na Mastercard e 1.500 ocorrências na Visa (região LAC), segundo as fontes oficiais consultadas em 23/09/2026. O "1%" citado em blogs é referência de mercado. Na prática, o limite que pesa primeiro é o do seu gateway ou adquirente, e quanto mais perto de zero, melhor para aprovação e para antecipação.
Quanto custa um chargeback?
A venda devolvida é só a primeira parte. Some a taxa da transação que não volta, a tarifa por contestação cobrada pelo gateway, o custo do produto já entregue e o tempo para montar a defesa. Numa venda de R$ 200 em produto digital, com 30 minutos de trabalho a R$ 50 a hora, a perda é de R$ 231,98 antes de qualquer tarifa. No Stripe, a tarifa por disputa recebida é R$ 55 (verificado em 23/09/2026). A calculadora soma tudo com os seus números.
O HeroPay cobra tarifa por chargeback?
O HeroPay reduz o risco com antifraude incluso em todas as transações de cartão, sem cobrar por análise, e avisa cada disputa por webhook e gatilho de evento para você reunir evidência no prazo. Quando o emissor aceita o chargeback, o valor da venda volta ao comprador, como em qualquer gateway, e a taxa da transação não é devolvida. A tarifa de chargeback está na central de ajuda; informe o valor no campo de tarifa para a calculadora somá-la.
O que é o programa de chargeback da Mastercard?
É o Excessive Chargeback Program, que monitora lojistas com contestação acima do normal. O nível ECM começa quando a razão chega a 1,5% e o lojista tem de 100 a 299 chargebacks no mês; o HECM, com 3% ou mais e 300 ou mais. As duas condições precisam acontecer juntas. As multas, em dólar e crescentes mês a mês, são cobradas do adquirente, que pode repassar. Para sair, o lojista precisa ficar abaixo dos limites por 3 meses seguidos. Fonte: Braintree/PayPal, consultado em 23/09/2026.
O Visa VAMP vale para lojistas no Brasil?
Ainda não. O VAMP consolidou os programas de fraude e disputa da Visa num único programa global a partir de junho de 2025, mas o fact sheet oficial da Visa informa que os programas para Brasil, Chile e Índia serão anunciados depois. Como referência, na região da América Latina e Caribe o limite do lojista é razão de 1,5% com 1.500 ocorrências de fraude e disputa por mês. Consulte o seu adquirente sobre as regras domésticas aplicadas hoje.
Pix tem chargeback?
Não. Chargeback é um mecanismo do cartão, em que o titular contesta a compra no banco emissor. No Pix, o dinheiro sai da conta do pagador e chega na hora, sem contestação de bandeira. Existe um mecanismo do Banco Central para devolução em casos de fraude ou falha operacional, com regras próprias, que é diferente do chargeback de cartão. Por isso deslocar parte das vendas para o Pix, com preço especial à vista, reduz a sua exposição a chargeback.
Chargeback afeta a antecipação de recebíveis?
Sim. No HeroPay, a elegibilidade e o percentual máximo para antecipar dependem do risco da conta, e o índice de chargeback é um dos fatores, ao lado de estorno, recusa, nicho e histórico. Além disso, o chargeback de uma venda que você já antecipou vira débito no seu saldo. Quem antecipa com frequência e tem chargeback subindo corre o risco de perder a antecipação justamente quando mais precisa. Veja o simulador de antecipação.
Qual a diferença entre chargeback e estorno?
O estorno é iniciado por você: você decide devolver o dinheiro ao comprador, pela API ou pelo painel, e a relação termina ali. O chargeback é iniciado pelo comprador junto ao banco emissor, sem passar por você, e pode vir com tarifa, prazo de defesa e peso no seu índice de contestação. Quando o cliente pede o dinheiro de volta e você não pretende contestar, estornar rápido quase sempre sai mais barato do que esperar o chargeback.